A M O R...
domingo, 19 de setembro de 2010
sábado, 18 de setembro de 2010


Diga que sim,
Que saíra dos meus sonhos,
assim todas as nuvens escuras se dissiparão.
Que repousará tuas mãos nas minhas quando o som
do dia cessar invadido pelo silêncio assustador da noite.
Vem e abra a janela da minha alma,
quero o céu , ver estrelas
Venha e nada fale,
só eu sei o jeito de calar tua voz
Vem... enrosca tua língua na minha
Só assim...
meus sonhos se transformarão em manhãs barulhentas
...Não precisa dizer nada, teus olhos antecipam respostas.
ESCOLHASEm algum momento em nossa vida temos que escolher qual caminho trilhar e mudamos sem querer o rumo predestinado. Isso acontece, muitas vezes, sem que ao menos possamos perceber, só tempos depois, quando paramos e analisamos o motivo de alguma tristeza, notamos que foi naquela rota por nós seguida que tudo começou.
Nossas vidas seguem assim, sempre topamos com essas escolhas, sejam no campo profissional, no afetivo, onde muitas vezes nos perdemos por trilhas que não levam a lugar algum.
Nessas questões do coração, optamos pelos caminhos mais fáceis, aquele que se mostra estável, o que trará menos questionamentos das pessoas que convivemos.
Por vezes, algumas pessoas usando seu lado prático e racional acertam e são felizes.
Mas e quando o caminho escolhido não é aquele que nosso coração deseja?
A cabeça nem sempre está de acordo com o que o coração quer, ela quase sempre opta pelo mais cômodo e óbvio.
Um dia, se ele não se sentiu pleno com o amor presente, vem aquela saudade doida que sufoca e do nada aflora o questionamento se a decisão racional foi a acertada.
Se aquele caminho escolhido não está fazendo bem, daí ele mesmo não querendo admitir que errou, lança sinais que é chegada a hora da partida e o coração não nos mostra pra onde, pq a escolha inicial se perdeu com o tempo, ele apenas avisa lançando palpites irresponsáveis, daí o mundo todinho desaba sobre nossa cabeça.
Se seguirmos o caminho mais fácil sem ouvir o coração, carregaremos sempre aquela pergunta, pela eternidade, "E se..."
E você se sente assim: -“É sou feliz hoje, tenho uma vida estável, segura, sinto até uma certa ternura por ele, tenho sucesso na minha carreira, ebaaa tenho dinheiro! Sou feliz???
Meu coração nunca mais disparou do nada, as noites estreladas são somente noites estreladas.
Ah mas trago comigo as lembranças... Mas viver desse passado que foi negado por mim, para mim, não faz o meu presente melhor”.
Seria prático decidirmos pelo politicamente correto, não precisaríamos de coragem, não correríamos riscos, que vida previsível!
Tomar o caminho mais fácil é abaixar a cabeça para o sentimento que pulsa no peito, para o desejo da alma que implora uma chance nessa vida de ser feliz, é acatar a imposição de uma sociedade ‘hipócrita’, nascemos diferentes uns dos outros, escolhas são individuais.
Há aquelas pessoas que não querem o preto e branco, que preferem um arco-íris pra sua vida, pintar a alma de todos os tons possíveis.
Optar pelo caminho mais difícil, também não quer dizer que é o certo, como então saber qual seria esse tal caminho correto???
Acredito que é aquele que você pára e olha bem longeeeeeee e tenta enxergar no final de tudo, lá no finalzinho, um par de olhos brilhantes que te fitam e te iluminam por dentro, mesmo a tantas eras à frente.
- "isto tem me trazido paz interior, amor, sou feliz?" e se todas as respostas encontradas por você, forem SIM, você conseguiu!
~Ana Brunini
quinta-feira, 16 de setembro de 2010

JEITO DE SERMarta Medeiros
Existe uma coisa difícil de ser ensinada e que, talvez por isso, esteja cada vez mais rara: a elegância do comportamento.É um dom que vai muito além do uso correto dos talheres e que abrange bem mais do que dizer um simples obrigado diante de uma gentileza.É a elegância que nos acompanha da primeira hora da manhã até a hora de dormir e que se manifesta nas situações mais prosaicas, quando não há festa alguma nem fotógrafos por perto.É uma elegância desobrigada.É possível detectá-la nas pessoas que elogiam mais do que criticam. Nas pessoas que escutam mais do que falam. E quando falam, passam longe da fofoca, das pequenas maldades ampliadas no boca a boca. É possível detectá-la nas pessoas que não usam um
tom superior de voz ao se dirigir a frentistas. Nas pessoas que evitam assuntos constrangedores porque não sentem prazer em humilhar os outros. É possível detectá-la em pessoas pontuais.
Elegante é quem demonstra interesse por assuntos que desconhece, é quem presenteia fora das datas festivas, é quem cumpre o que promete e, ao receber uma ligação, não recomenda à secretária que pergunte antes quem está falando e só depois manda dizer se está ou não está.Oferecer flores é sempre elegante. É elegante não ficar espaçoso demais. É elegante não mudar seu estilo apenas para se adaptar ao de outro. É muito elegante não falar de dinheiro em bate-papos informais. É elegante retribuir carinho e solidariedade.Sobrenome, jóias e nariz empinado não substituem a elegância do gesto. Não há livro que ensine alguém a ter uma visão generosa do mundo, a estar nele de uma forma não arrogante. Pode-se tentar capturar esta delicadeza natural através da observação, mas tentar imitá-la é improdutivo. A saída é desenvolver em si mesmo a arte de conviver, que independe de status social: é só pedir licencinha para o nosso lado brucutu, que acha que com amigo não tem que ter estas frescuras. Se os amigos não merecem uma certa cordialidade, os inimigos é que não irão desfrutá-la. Educação enferruja por falta de uso. E, detalhe: não é frescura.